A última entrevista do casal JOHN LENNON E YOKO ONO

by - quinta-feira, maio 08, 2014

Olá pessoal!

Vamos conferir mais um excelente texto do Neialbert!


A última entrevista do casal JOHN LENNON E YOKO ONO
A essência de um ídolo registrada meses antes de sua morte. Conduzida por David Sheff.

Por Neialbert Fontes


Por trás de todo grande homem, existe uma grande mulher!


“...Jesus, ela é muito mais inteligente do que eu – muito mais inteligente. Acho que a maioria das mulheres são inerentemente mais inteligente do que os homens.”

- John Lennon
 

Polly Samson, Raíssa Gorbachova, Paula Yates, Zélia Gattai, Lady Di, entre outras, enfim, garanto que, em sua maioria, pouco ou nada, seu ouviu falar. São e foram, elas, esposas de homens de grande visibilidade e importância para sociedade, como David Gilmour, Mikhail Gorbachev, Bob Geldof, Jorge Amado, Príncipe Charles, respectivamente... foram declaradas pelos mesmos, como o pilar de força que precisaram para se tornar o que são hoje. Mas, seria isso, o machismo herdado das cavernas, onde os homens eram as atenções, enquanto as mulheres eram posses, status ou mesmo, submissa ao seu dono? Sim, pois como todos bem sabem, lá no período cretáceo, os homens viviam da caça e da disputa por território, passavam o dia lutando entre a vida e a morte, para levar o alimento para as cavernas, onde suas fêmeas, cuidavam dos filhotes, da comida e de catar lenha, para distração do macho (o mesmo passava horas olhando a fogueira, como uma espécie de repouso da mente, ao fim de mais um dia de luta). É daí, que os estudos afirmam, que o cérebro feminino é mais desenvolvido que o masculino, por natureza, afinal, em que mundo, um homem seria capaz de pintar as unhas, atender uma ligação, assistir televisão e cozinhar ao mesmo tempo? No máximo, somos apenas capazes de utilizar duas funções ao mesmo tempo, ainda assim, dando ênfase a uma apenas. 


Mas de lá, pra cá, muitas coisas mudaram e como de forma natural, as mulheres começaram a dominar seu espaço e direito de igualdade, com plena justiça e aprovação. Houveram batalhas e sangue derramado para isso, mas, necessário (no meu ver) pra que o mundo entendesse que sem as mulheres, nós homens, não somos mais do que meros interpretadores das obras femininas. Sim, exatamente, pois, sem os conselhos de nossas mães, sem a “sabiencia” dela perante a vida, como chegaríamos ao protagonismo numa sociedade? E nossas namoradas, noivas ou esposas... por que casaríamos um dia, se não, por sabermos que estaremos seguros ao lado de quem escolhemos amar por toda vida? Claro que nem todo caso se resume ao sentimento, mas, de uma forma ou de outra, não teria sentido à vida sem a sua figura materna ou de uma Deusa! 
  

É basicamente o que John Lennon, esse astro do rock, que finalmente havia alcançado alguma satisfação, mas que fora interrompida de forma cruel, justamente quando começou dar cabo das angústias, relata em sua última grande entrevista, ao repórter David Sheff. Ele fala sobre o período que se manteve afastado da mídia, quando se tornou dono de casa, cuidando do filho do casal Sean e fazendo pães, como hobby, enquanto Yoko cuidava dos negócios milionários da família. Falou também, do seu pior momento da vida, que foi o período de separação que enfrentou com Yoko e quanto ele pôde entender, que não era ninguém sem ela, principalmente, por ela o ter ensinado a ser feliz, coisa que não era em seu período de maior sucesso, quando era o líder dos Beatles. Seus comentários ácidos e reverências a Paul McCartney e a relação rancorosa que todos guardavam com Yoko, por entenderem que ela era o motivo da separação da maior banda de rock de todos os tempos. Situações que ainda hoje, não são perdoadas.

John Lennon era uma das, se não, a celebridade da época que tinha a maior quantidade de fãs devotos... claro que existiam muitos que o achava um falso moralista e hipócrita, mas o que existiam de críticas positivas a Lennon era incrível. Visto isso, em um momento da entrevista, o repórter questiona:
  
DAVID: Qual é o sonho dos anos 1980 para você John?

LENNON: Bem, cada um faz o próprio sonho. Essa é a história dos Beatles, não é? Essa é a história da Yoko. É o que eu estou dizendo agora. Produza os próprios sonhos. Se quiser salvar o Peru, salve o Peru. É bem possível fazer qualquer coisa, mas não se você colocar a responsabilidade nos líderes e nos paquímetros. Não espere que Carter, ou Reagan, ou John Lennon, ou Yoko Ono, ou Bob Dylan, ou Jesus Cristo venham e façam por você. Você mesmo tem de fazer. É isso que os grandes mestres e mestras vêm dizendo desde os primórdios. Eles podem indicar o caminho, deixar placas de sinalização e pequenas instruções em diversos livros que hoje são considerados sagrados e que são adorados mais pela capa do que pelo conteúdo, mas as instruções estão todas ali para qualquer um enxergar, sempre estiveram e sempre estarão. Não há nada de novo sob o sol. Todas as estradas levam a Roma. E as pessoas não podem lhe fornecer isso. Você tem de acordar. Você pode se despertar. Eu não posso curá-lo. Você pode se curar.



Ainda hoje, as pessoas não aceitam certas mensagens, ou certos momentos na vida, por medo do desconhecido. Sim, é o medo disso que faz com que as pessoas fiquem andando em círculos, precipitadamente, perseguindo sonhos, ilusões, guerras, paz, amor, ódio... e aceitar isso, o desconhecido, faz com que as coisas se tornem mais fáceis.

John e Yoko eram otimistas! Enquanto, em sua época, aqueles que prediziam o futuro negativo, recebiam a atenção da imprensa, Lennon e Ono andavam pelo parque de mãos dadas, se beijando... era como um dueto, uma ótima combinação... e as pessoas faziam o mesmo, não importando a idade, fazendo-os acreditar que as pessoas voltaram a sonhar!

Em cada parágrafo do livro, ficou claro a importância de Yoko Ono na vida do grande John Lennon, rompendo as barreiras do preconceito e julgamento que enfrentaram dos fãs, da mídia, ou mesmo, dos próprios companheiros e então amigos, George, Ringo e Paul, este último, um grande amigo, que se perdeu no tempo.

Essa entrevista é uma prova viva de que o melhor da arte de John Lennon e Yoko Ono, eram suas próprias vidas... as perguntas delicadas, foram capazes de evocar histórias e lembranças desde sua época dos Beatles, ao seu presente intelectual, assim como seus planos futuros e acima de tudo, a valorização da mulher em sua vida, marcada pelo próprio machismo de outrora, mas que aprendeu a se tornar um homem de verdade, quando conheceu as próprias lágrimas, quando conheceu a própria dor de se sentir um nada (comum em todo homem) e encontrou nos ombros de Yoko, a chance de ser um alguém melhor, infelizmente, ilustrado pela tragédia. 

Eu não sou John Lennon, mas dedico minha vida a muito mais do que meras conquistas, vitórias e glórias do passado. Dedico meu tempo e espaço a algo grandioso. Algo maior que o meu nome e minhas ideias. Maior do que meus sonhos e desejos de ser grande. Dedico meus dias, a minha vida, a toda mulher que se fez e faz presente diante de mim. Porque não há um ser único e raro, modelado absolutamente pelas mãos de quem domina a arte. O ser mulher, pode ter vários significados e interpretações. E ter uma mulher ao menos em nossas vidas, significa que somos privilegiados por conviver com um ser que está acima do nível de qualquer homem e que ainda assim, nenhum homem seria capaz de compreender como gostaria. E não importa o que ela represente ser, de onde ela venha ou para onde vai, se é mãe, filha, sobrinha, esposa ou namorada, se tem profissões ou estuda, nada disso é mais importante do que a sua existência. E o que seria de nós homens se aqui nesta terra não existissem vocês mulheres? Com certeza seria um mundo sem cores, sem foco. Por isso, nunca comemorei essa virtude em apenas um dia, porque todo dia é dia de amar, sorrir, de viver... todo dia é dia reverenciar a todas vocês, que traz para nossas vidas, dias de glória!

E é ouvindo o clássico “Imagine” que encerro...



“Mahatma Gandhi e Martin Luther King são grandes exemplos de fantásticas personalidades não violentas que morreram de forma violenta. Não consigo entender isso. Somos pacifistas, mas não sei o que significa ser tão pacifista a ponto de levar um tiro. Jamais conseguirei entender uma coisas dessas.”
- John Lennon



Leia também

19 comentários

  1. da pra ver o quanto eram simples, o quanto eram pessoas reais, mesmo com fama e dinheiro eram bem pés no chão!
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  2. Apesar do julgamento de todos, Lennon optou por deixar a banda e ter uma vida familiar e sem glamour.
    Não estava certo para os outros,mas o que importava era o que ele queria.
    Enfim, viveram uma grande história de amor.

    ResponderExcluir
  3. Uma bela história
    Amo,r compreensão,admiração tudo que está faltando em muitos casais

    ResponderExcluir
  4. Gostei muito do seu texto. As músicas de John Lennon são muito boas e transmitem muitos ensinamentos, principalmente sobre a paz.
    O amor que uniu John e Yoko é muito lindo, apesar de ser muito criticado na época.

    ResponderExcluir
  5. Minha mae é fã das músicas de John Lennon.... O casal era criticado na epoca mas acho q se amavam muito para ligar para as criticas

    ResponderExcluir
  6. Quem não gosta de John Lennon, o casal na época foi muito criticado, mas não duvido do amor desses dois.

    Conheci seu blog através da Aline do Livros y Viagens, e amei, estou te seguindo e se quiser nos conhecer também sera super bem vinda.

    Beijos Joi Cardoso
    Estante Diagonal

    ResponderExcluir
  7. Adorei sua resenha! !
    Comecei a resenha, sem nem ter vontade de ler o livro, é termino querendo esse livro de qualquer forma.

    ResponderExcluir
  8. Adorei a entrevista. Eu gosto bastante das músicas do John Lennon, mas não sabia muita coisa dele. Nem sabia que alguns fãs culpavam a Yoko pela separação da banda...
    Ele e a Yoko parecem ter se amado muito, apesar de tudo o que passaram.
    Beijos!

    ResponderExcluir
  9. Oie Day!!! Noossa amei o texto!! Acho o John incrível e o que mais gosto nele é que Lennon não estava preocupado com fama, com glórias e não buscava felicidade nisso, mas ele encontrava felicidade nas coisas simples, em sua esposa por exemplo!!! E isso é o mais bonito de tudo!!!! E com certeza todo dia é dia de reverenciar a mulher que existe em nossas vidas, seja nossa mãe a té nós mesmos!! valorizar e amar a si mesmo é sempre bom!

    Beijos!

    Meu Diário

    ResponderExcluir
  10. Day acho tão engraçado que a maioria das pessoas que se diziam fãs na época julgaram e colocaram como o maior erro dele ter abandonado a banda para casar e cuidar de uma família, mas eu me pergunto: se eram fãs mesmo porque não aceitaram as escolhas dele e o continuaram amando mesmo assim?? Dava para ver que ele estava feliz, mesmo deixando a arte de cantar para lá. Ele era um homem como outro qualquer e seu amor estava para ele como prioridade!

    ResponderExcluir
  11. Engraçado esse texto aparecer pra mim quando estou justamente fazendo um trabalho sobre os beatles. ok, é especificamente sobre a venda dos discos eo trabalho é basicamente sobre numeros, mas esse outro lado, o lado pessoal é o que mais chama a minha atenca. ler sobre os sentimentos do john sempre me faz pensar por horas, assim como ja estou vendo q vai ser com os seus textos. bjs!

    ResponderExcluir
  12. Eu nunca curti muito os Beatles então não consigo entender toda esta euforia pelo cantor em si...
    Mas acho lindo o amor dos dois, pois ele sendo tão famoso podia ter quem quisesse e escolhei uma mulher simples e ter uma familia, coisa que pouco se vê neste universo musical. Pra quem curte o cantor acredito que seja uma leitura agradavel, beijos.

    ResponderExcluir
  13. Um casamento que muitos odiaram, mas que dá para entender que o que os dois queria, estava muito longe do glamour da fama.
    Bjs, Rose.

    ResponderExcluir
  14. Oi Neialbert!

    Como sempre um ótimo texto, eu adorei fiquei aqui imaginando o John Lennon cuidando da casa e do filho enquanto sua mulher cuidava do seu dinheiro rsrs, muito fofo.

    Bjs!!

    ResponderExcluir
  15. Oi!
    Adorei a entrevista, não sabia muita coisa sobre o John Lennon mas fiquei bem feliz em ler sobre o amor dele e da Yoko.

    ResponderExcluir
  16. Já vi alguns documentários que falam dessa reta final.
    Um recente que assisti foi de uma fotógrafa, muito bom. Sempre descobrimos coisas que não sabíamos sobre eles.

    ResponderExcluir
  17. Adorei as entrevistas. Acho as músicas dele muito lindas, mas sabia pouco sobre a vida dos dois. Pareciam ser muito simples e apaixonados um pelo outro.

    Beijos!!

    ResponderExcluir
  18. Conheço pouquíssimo da vida de John Lennon, pois não sou muito ligado nem a ele, nem aos "The Beatles". Então, esse livro não chamou minha atenção. Mas é inegável que o casal se amava. Ou na pior das hipóteses, que o John Lennon era apaixonado pela Yoko.

    @_Dom_Dom

    ResponderExcluir
  19. Bom eu gostei da entrevista mas nunca gostei muito do John Lennon apesar dele cantado muito enquanto era vivo gostei da entrevista assim pude ver como era o tão famoso casal John Lennon e Yoko Ono.

    ResponderExcluir

Blog no ar desde 08/11/2011

Blog no ar desde 08/11/2011