Resenha: A aposta

by - sábado, junho 28, 2014

Autora: Rachel Van Dyken
Páginas: 285
Ano: 2014
Editora: Suma de Letras

Kacey deveria ter fugido assim que ouviu essas palavras do milionário Jake Titus. O amigo de infância que Kacey não via há anos é hoje um dos homens mais poderosos e cobiçados de Seattle. E ele precisa de um favor dela: que ela finja ser sua noiva em uma viagem para visitar a avó Nadine, que está muito doente. Kacey aceita sem hesitar, afinal, o que poderia acontecer em apenas quatro dias? Mas o que ela não esperava era reencontrar Travis, o irmão mais velho de Jake, Quando mais novo, ele adorava perturbar Kacey: já incendiou uma boneca, colocou uma cobra em seu saco de dormir. Por isso, recebeu dela o apelido de “Satã”. Mas depois de tantos anos, Kacey se vê diante de um homem lindo, por quem se apaixona no momento em que vê o seu sorriso. O que ela não sabe, no entanto, é que os dois irmãos haviam feito uma aposta quando eram meninos: quem se casasse com Kacey receberia um milhão de dólares. Em “A Aposta”, da autora best-seller do New York Times Rachel Van Dyken, Kacey terá que descobrir qual dos irmãos é o cara certo e fazer sua escolha. Essa é a única certeza que lhe resta.

Eu acho que estou ficando velha e ranzinza. Sim, nos meus altos 22 anos tenho que confessar isso. Ai vocês me perguntam, o que isso tem a ver com esta resenha, Daiane? Eu respondo: tem muita coisa a ver. Estou ficando ranzinza com triângulos amorosos, mas ainda assim tinha esperanças de que nessa obra eu fosse me surpreender, ou deixar essa minha “chatice” de lado, não deu muito certo.

A aposta começa de um jeito bom, de início já percebemos que é uma história leve, mas ainda assim a personagem central, Kacey, não me cativava, ela era normal, e linda como diziam. Fui gostando da moça com o decorrer da narrativa, mas não é minha personagem preferida. Já Jake é lindo, presidente de uma empresa, com aquele ar cafajeste. Eles foram apaixonados na adolescência, mas houve uma profunda mágoa no passado, contudo a jovem nunca o esqueceu, e nem ele a ela. Tanto que é a ela que o galã recorre quando precisa de um grande favor. Já Travis, o que a atormentava quando criança, mas só para lhe chamar a atenção, sempre gostou de Kacey, e o que esta não esperava era que aquele menino que a aterrorizava se tornaria um homem tão lindo, meigo, fofo. Nem preciso dizer de quem gostei mais né? E a vovó com certeza foi a melhor personagem! Com um senso de humor e percepção incrível.

Tirando a vovó, os três personagens centrais conseguiram me irritar. Jake por saber muito bem o que sentia, porém não conseguir tomar jeito, e Travis por também ter noção clara do que sentia pela moça, mas não dizia, parecia que tinha ainda um leve temor. E ai entra a minha parte chatinha que de certa forma não tem mais muita paciência para isso. Porém levando-se em conta o todo, tenho que dizer que o livro é bonzinho, recheado de clichês, totalmente previsível, mas é fofinho. Gostei da escolha de Kacey, do rumo final que a trama tomou, fiquei satisfeita pelo menos com o que li.


"Travis bufou e depois fez uma cruz sobre o coração e piscou para Kacey. Se Jake era devastador, Travis entorpecia a nossa mente. De agora em diante, os dois não deveriam ter permissão para sorrir. Nunca. Não era justo com a população feminina nem com os níveis de oxigênio na maldita casa da árvore."

As passagens do passado foram muito boas, gostei dessa nostalgia, do gostinho que aquilo deixou nos personagens. A narrativa de Dyken é muito rápida, ela realmente escreve muito bem e envolve o leitor. Este é aquele tipo de livro para se ler em uma tarde, uma leitura descompromissada para passar o tempo. Totalmente previsível, mas gostosa de ler.

Em relação a aposta referida na sinopse e que intitula a obra, foram capítulos e capítulos esperando, pensando que ela seria o clímax da trama, mas não foi nem de perto. E o que me fez justamente querer ler o livro (mesmo tendo um triângulo) foi a bendita aposta, mas não a encontrei da forma que esperava. É uma obra comum, não muito diferente de muitas que já lemos, os personagens não são marcantes, tem cenas engraçadinhas, divertidas, mas que não me fizeram rolar de rir, porém deixou o clima mais descontraído, e até me tirava um pequeno sorriso vez ou outra (viu? Ranzinza...).

Está longe de ser um livro emocionante, está mais para romance água com açúcar, dosado com algumas cenas sexy leves, com nada muito exagerado, que nos arranca alguns suspiros. Posso não ter amado o livro, mas poxa ele até que é bonzinho, principalmente para aqueles momentos que nós queremos um livro para se ler no mesmo dia, que seja rápido com uma história levíssima, para sair de uma ressaca literária. Talvez eu não o tenha lido no momento certo para ele, mas não posso dizer que é ruim, mas também não é ótimo. Vale a pena ser lido, porém sem grandes expectativas e esperando mais uma história de amor comum, romântica e já batida.

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8 comentários

  1. Oi Daiane :0

    Te falo uma coisa, de histórias batidas já estou cheio, por isso irei passar bem longe desse livro. Obrigado por me alertar, pois ele estava na lista de desejados. Beijos!

    http://euvivolendo.blogspot.com.br/

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  2. cara esse livro nunca me interessou e na boa, não quero nem tentar ler. pelo menos não por um bom tempo.

    http://www.seguindoocoelhobrancoo.com.br/2014/06/jason-momoa-confirmado-para-o-papel-do.html

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  3. Oi, td bom?

    Também me sinto ranzinza por vezes lendo romances hehe e tenho a mesma idade. Será que somos nós ou falta um romance mais próximo da nossa realidade? Ou talvez as duas coisas... hahaha

    Beijos
    Arrastando as Alpargatas

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    1. Oi Rafa :) eu acho que falta um romance mais arrebatador sabe? No sentido de intensidade, de nos fazer virar do avesso, de nos tocar! Eu não me incomodo do livro ser clichê, porém eu gosto de clichês que tocam o leitor, que fazem a leitura mesmo previsível, nos atingir pela sua intensidade, ter personagens marcantes, e de alguma forma conseguir se diferenciar. Romances leves demais, água com açúcar demais, não nos desafiam. Esses livros são bons para quando queremos algo mais sessão da tarde.
      Algo mais próximo da realidade também pode ser bom, mas sejamos sinceras, às vezes corremos para os livros justamente para fugir dela kkkkk o que ta faltando é livro que saia do eixo, que saia do comum, que seja mais ousado, com um pé na realidade porém que em sua ficção não nos deixe de ser igualmente marcante!
      Beijão querida, e obrigada pelo comentário ;)

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  4. Romances clichês são feitos somente para passar o tempo rápido e com leveza.
    Depois de ler livros densos demais , eles nos tranquilizam.

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  5. eu acho que posso vir a gostar desse livro ^^ tem elementos que me atraem!
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  6. gosto de livros com triangulos amorosos, por mais clichê que ele se torne...
    vi algumas resenhas deste livro, e confesso que me desanimei um pouquinho. esperava um pouco mais dele...
    a história parece ser bem batida mesmo, mas ainda sim estou curiosa para ler, só que não tanto como antes...

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  7. Estes livros água com açúcar são bons mesmo para dias de domingo. Ainda não li, mas tenho interesse.
    Bjs, Rose.

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