Companhia das Letras no Futebol

by - sexta-feira, julho 04, 2014

E o que estava sendo tão duvidoso aconteceu: TÁ TENDO MUITA COPA! É hora de esquecer os problemas sociais, os bons modos e torcer e xingar muito na frente da tv. E não pensem vocês que é só trocar de canal e estarão livres desse evento porque sabemos que não é bem assim. É aquele vizinho chato soltando rojão na hora dos gols, são as rodas de fofoca da firma que só sabem falar de quem tá na frente no bolão, além das propagandas nessa época, que a cada 5, 8 têm relação com o esporte. Mas convenhamos que o que não falta é emoção nesses jogos, não é minha gente? Vamos admitir que a maioria das partidas têm sido agoniantes e quando o nosso Brasil está campo a adrenalina é ainda maior. Hoje mesmo tem jogo da seleção e o que nos resta é fazer uma simpatia torcer pelo nosso time e esperar que tudo dê certo.

Foi pensando nesse clima futebolístico de hoje que nós pensamos em um especial relacionado à nossa maior paixão nacional. Cada um dos blogs organizadores da Semana Companhia das Letras ficou incumbido de indicar a vocês 3 livros publicados pela editora relacionado ao tema. 
Então dá o play no vídeo e vem conferir as indicações especiais sobre o nosso futebol:



Durante dez anos, o jornalista Jamil Chade acompanhou de perto as negociações que culminaram na escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2014, bem como todas as polêmicas que se seguiram ao anúncio. Correspondente de O Estado de S. Paulo na Suíça, Chade teve acesso privilegiado aos corredores da Fifa e às principais figuras que movimentaram o grande balcão de oportunidades que se tornou o Mundial. Em A Copa como ela é, o jornalista expõe as tenebrosas transações entre CBF e governo, e mostra como duas entidades supostamente sem fins lucrativos tornaram a Copa de 2014 no evento mais rentável de suas histórias. Seguindo a trilha do dinheiro, Chade revela como políticos e cartolas se apropriaram de um torneio que, se não trouxe ao país as benesses prometidas durante a campanha, serviu para encher os bolsos de uns poucos na mesma medida que atacou os cofres públicos.


A emoção de fazer um gol, os detalhes de uma partida na praia, um time só de animais e um dedão acidentado são alguns dos temas dos dez poemas que compõe este livro. Mais um lançamento da dupla Lalau e Laurabeatriz.


ESPORTE CLUBE TRAVA-LÍNGUA


Pimpolho,

Repolho, Ferrolho, Frangolho e Zarolho,
Molho, Tapa-Olho e Trambolho,
Caolho, Manolho, Cerefolho e Piolho.

Caçarola,

Gaiola, Esmola, Marola e Carambola,
Patola, Vitrola e Sacola,
Camisola, Padiola, Bitola e Escarola.

Aflito,

Cabrito, Atrito, Mosquito e Palito,
Carrapito, Manuscrito e Palmito,
Pirulito, Periquito, Bendito e Esquisito. [...]

Gaiato,

Novato, Nitrato, Sapato e Olfato,
Boato, Pacato e Mulato,

Extrato, Bicarbonato, Pato e Retrato.





Os estudos de grande abrangência sobre o futebol, ao abordar as questões políticas, sociais, econômicas e comportamentais em torno do esporte, costumam deixar de lado o essencial: o jogo em si, aquilo que faz dele uma atividade capaz de apaixonar bilhões de pessoas dos mais remotos cantos do mundo.
O futebol, tal como foi incorporado e praticamente reinventado no Brasil, tem muito a dizer, com sua linguagem não-verbal, sobre algumas de nossas forças e fraquezas mais profundas, ajudando a ver sob outra luz questões centrais da nossa formação e identidade.
Temas recorrentes na melhor ensaística brasileira, como a "democracia racial", o "homem cordial" e a deglutição antropofágica do influxo cultural estrangeiro, encontram aqui um viés inesperado e original como um corta-luz, um drible de corpo, um lançamento com efeito ou uma folha-seca - jogadas que os craques brasileiros inventaram ou desenvolveram, encontrando novos caminhos para chegar ao gol e à vitória.
Lançando mão de um sofisticado instrumental crítico que bebe na filosofia, na sociologia, na psicanálise e na crítica estética, José Miguel Wisnik desce às minúcias do jogo da bola e de sua evolução ao longo das décadas. Nas páginas deste ensaio, craques como Domingos da Guia, Pelé, Garrincha e Romário põem à prova, com sua linguagem não-verbal, idéias sobre o país de escritores como Machado de Assis, Mário e Oswald de Andrade, sociólogos como Gilberto Freyre, historiadores como Sérgio Buarque de Holanda e Caio Prado Júnior.

O futebol, em Veneno remédio, não é mero "reflexo" da sociedade, mas tampouco se desenvolve à margem dela. É, como mostra Wisnik, uma instância em que as linhas de força e de fuga do embate social e da construção do imaginário se apresentam de modo ao mesmo tempo claro e cifrado, como costuma acontecer com as expressões artísticas.

Confiram os posts do Estante Vertical e do Jantando Livros lá tem outras indicações de livros tão bacanas quanto esses! ;)

Espero que vocês tenham gostado e VAI BRASILLLLLLLLLL!


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4 comentários

  1. acho que no considerado país no futebol um livro assim mais que chama atenção, se torna quase impossível não querer ler
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  2. COPA É BAUM DEMAISSSSSSS!!!!!!
    Nunca li nada sobre o assunto, mas uma vez minha escola fez uma palestra sensacional relacionando a Copa à política.

    Clara - Blog Incantevole
    @clarabsantos
    clarabeatrizsantos.blogspot.com

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  3. Apesar de gostar bastante de assistir os jogos na copa, não tenho muito interesse em ler sobre futebol...
    Mas parecem ser interessantes!
    Forever a Bookaholic
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  4. Para os amantes do futebol, boas pedidas.
    Bjs, Rose.

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Blog no ar desde 08/11/2011

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