[Divagações] A realização de um sonho: Ir ao show do 30 Seconds to Mars

by - domingo, outubro 26, 2014

Fala galera! Tudo bem? Semana passada estive ausente aqui do blog, aposto que muitos pensaram: meu Deus a Daiane vai sumir de novo. Não. Acalmem-se, não criemos pânico! O afastamento foi por um bom motivo, eu estive em São Paulo para o show da banda que mais amo nesse mundo: 30 seconds to mars. E dessa forma, como era a realização de um sonho mesmo que há anos eu guardo comigo, estive elétrica de ansiedade e não conseguia pensar mais em nada a não ser na chegada desse momento.




Assim fui-me para SP, e lá me encontrei com a Ju, dona do blog Literata (que já havia conhecido na bienal), a Pamela, Suzan, Tauanne, Jeff, Pri e Felipe (que conheci todos lá :D), todos ansiosos e unidos pelo mesmo motivo: o amor pela música e pelo Mars. E agora começo a narrar por vocês as aventuras e desventuras de dias que ficarão em minha memória para sempre!

Para começar, desembarquei em SP na Barra Funda e não sabia onde ficava o Espaço das Américas (lugar que seria o show no dia 16, lá era também nosso ponto de encontro), mas como diz o ditado: quem tem boca e gps vai a Mars. Agora, imaginem um ser humano se guiando pelo gps do celular, dando passinhos para frente, para traz, para os lados, eu podia estar dançando a macarena, mas não, esse foi somente meu jeito de tentar me localizar naquela tecnologia toda. Primeira vez que usei aquilo sem ser num carro, e que maravilha, enquanto houver 3G, área, e bateria nunca mais me perco nesse mundão de meu Deus (mentira, conseguimos nos perder depois, já chego lá).

Eu sendo vista de longe pelas ruas, mais ou menos isso:



Encontrei a galerinha que já tinha chego no EDA, senti falta da voz do google maps me dizendo “você chegou”, e fomos para o hostel! Todo mundo feliz e lindos, então eu, Pam e Tauanne fomos as responsáveis por dormir na fila do show, queríamos bons lugares e a galera foi dividida em grupo. Então estávamos nós três representando a casa Mars 7 (ou era 8?, não lembro) pela guerra da grade de ferro. Assim desbravamos uma noite gélida, enfrentamos nevascas, chuva, calor escaldante, mas não perdemos a fé e chegamos a terra prometida. Ok, vamos a versão verdadeira sem influência dos livros de fantasias que leio. “Dormimos” na fila, aspas porque é impossível se dormir naquele negócio. Estávamos com frio, não tínhamos barraca, nem colchão, nem cobertor, o que fez com que uma caixa de pizza parecesse estranhamente confortável e desejamos a todo momento folhas de jornais. Cadê dignidade? Pois bem, nem sabíamos mais o que era isso. Além disso tiramos fotos (estava escuro, as imagens pareciam mais de almas penadas do que pessoas, e na frente da barraca dos outros só pra dizer que: olha temos barraca. Não deve ser feio ostentar com barraca alheia né? Espero que não).

E sabem o pior, eu vivia julgando quem dorme em fila para show. Quando passava na TV eu olhava e dizia rindo: HAHAHAH trouxas. Ah mas lá estava eu, trouxa, não pera... A realidade é: não faria nada diferente. Não que eu ainda não julgue, ainda não consigo entender como alguém dorme na fila pra ver Justin Bieber, mas tuuudo bem, tranquilo, de boa.


trouxas

Entendi o que aquelas pessoas sentiam, a ansiedade, a emoção, ou seja, tudo fez sentido, mas isso não quer dizer que farei novamente hahaha. Apesar do frio, do corpo dolorido, valeu a pena! As meninas me ensinaram a jogar um pouco de cartas, ganhei uhull! Conversamos bastante, a Tau fez várias mágicas e esbanjou talento, mesmo quando tentava de novo hehehe e as adorei ainda mais, pessoas de Minas são lindas, fofas, maravilhosas, está comprovado! Ri, enquanto os músculos da face não eram congelados, e claro, ficou para história cada momento enquanto estava na fila abraçando minhas entranhas de tanto frio e pensando em cantar Let It Go.




Senti cada músculo do meu corpo dolorido pelo chão duro, a bunda que já estava ficando mais quadrada que a do Bob Esponja, marcianos que apareceram no céu, Pam e Tau viram, será delírios causados pelo frio? Nunca saberemos. 

Tau e Pam vendo disco voador:

From Mars

Vimos humanos que resolveram ficar só de cueca no meio daquele frio todo, e ainda nos ofereceram minhocas ácidas, o que aceitamos, claro. Tau salvou a noite ao achar um lugar que saia um ventinho quente, fomos para lá! O dia amanheceu, a fila mudou, o barraco começou, e lá estávamos as três que queriam estar mortas, e fomos para o hotel após nos revezarmos para só tirar uma soneca de meia hora e voltar. (Antes disso para nos acharmos no metrô a cada estação que descíamos tínhamos que verificar o mapa, porque gente, eu não guardo essas coisas na memória, me julguem sou do interior  mesmo).

O sol era de matar, Jesus Leto que nos salve, quanto calor! Nunca vi tanto vendedor vendendo coisas do Mars, tive que segurar a carteira e resistir à tentação, comprando só uma camiseta e um colar porque sou pobre e mão de vaca, não necessariamente nessa ordem. E lá ficamos nós, Ju seguiu para o sound linda e maravilhosa. E após horas e horas de sol, que reforçou meu bronzeado sexy eis que a ansiedade para o show aumenta ainda mais.




Tudo que era carro chique com vidro escuro a gente gritava. Até que a tarde, eis que chega um carro escuro e caro escoltado, sem dúvidas era quem? Quem? Who? ELE! A diva das divas! A modelo number 1 da L’Oreal Paris, os olhos que tudo vê, Jared Leto! Ah surta! Grita! Sobe na grade! Acho que o Shannon estava com ele, ou nos driblou antes, ou entrou de forma invisível, nunca saberemos os poderes da cafeína que esse homem toma. 

Ai depois, em um táxi branco de carro popular comum e vidros transparentes, chega a  melhor pessoa do mundo: Tomo! Minha reação ao vê-lo.



Eu surteeeeii, ele passou dando tchau para galera, e eu subi na grade e urrei como um animal, gritamos o nome dele, gritamos para o taxista na volta, fizemos o dia dele feliz tenho certeza, povo tirou selfie com o táxi (a essa hora sem o Tomo). E tempo depois, Tomo vem correndo (por onde não sei), gritaria da multidão, agarraram o homem, eu não vi nada, segurança correndo, gente correndo e se quebrando, minutos depois sósia do Jared corre só pra ~zuera~ e uma galera acredita e eu ri horrores!

Chegou a hora de entrar, ai meu coração. Entrei, corri, me apertei com o povo, fiquei na terceira fila da pista premium, ou seja, bem perto do palco. E o povo empurrava, e empurrava, mesmo antes do show começar. E essa parte não foi nenhum pouco legal. Pessoas começaram a passar mal, o calor era como se eu tivesse fazendo um tour pelo inferno, suava em bicas, a camiseta dava para torcer e encher a Cantareira. O povo não respeitava, esmagavam as pessoas, esqueceu-se que ali haviam seres humanos, vi mais de 20 pessoas serem resgatadas pelos bombeiros, e tinha gente que não abria espaço. Isso foi o que mais me deu raiva! Odeio gente mal educada, mas principalmente gente sem noção, que não merece ser chamado de humano! Estávamos tão apertadamente juntos que tive que fazer um teste de gravidez um dia depois do show, um check up para DST’s, e nunca antes tive contado tão íntimo com outro corpo feminino O.O, tive que explicar pro moço da frente que eu não estava pegando na bunda dele, estavam apertando minha mão lá. E a galera dividindo gelo, isso foi engraçado, todo mundo compartilhou bactérias. Nojinho? Não! Era questão de sobrevivência.

E o show começou!



Pera... não é essa imagem, calma, já acho.



Eita, não é essa também, ai.. Acho que achei!



Carnívora começa a tocar (eu queria que começasse com Birth, me julguem, falem o que quiser, mas sei lá, eu queria). O povo vai a loucura com Up in the air e eu passo mal. Senti meus dedos formigando e a pele da mão amortecendo. Primeiros sintomas da queda de pressão. A tontura, comecei a cair, pedi socorro e só um moço se preocupou, uma mulher falou: faz ela sair pelos lados. Eu sabia que ia desmaiar, que ia cair e ser pisoteada se não saísse dali imediatamente. Olhei para a frente, tomei forças e sai para o fundo da pista. Antes de tudo minha saúde. Ao chegar na grade, tive uma visão lindíssima do palco e nem era longe não. Tomei água, e comecei a cantar cada música, a pular, a gritar, e dançar! (sem apertos!!) já que o fundo estava bem tranquilo.

Fiquei emocionada demais ao cantar The Kill junto a 7 mil pessoas, chorei. Em Closer to the Edge (última música), eu já não tinha mais voz, mas tomei folego e cantei, cantei como nunca, e realizei meu sonho de cantar essa música com eles, já que é minha preferida. Jared tocou um acústico de Hurricane, e meu Deus... sem palavras! Não havia mais dor, sono, cansaço, era somente sensações e a energia pulsante daquele show que foi contagiante. Shannon, Tomo, Jaro, fizeram da noite do dia 16 de outubro a melhor de minha vida! É o amor por uma essência, uma filosofia de vida, músicas que me inspiram, e por uma banda que me proporciona tudo isso!


Foto por Felipe

Sai mais feliz que nunca, a todo momento eu olhava para o palco e pensava se não seria mais um sonho como os que fantasiei tantas vezes. Ao me lembrar de tudo, do Jared cantando com sua voz linda, do Shannon, que homem lindo me arrepiava ver ele tocando a bateria, do Tomo dando aquela passada rapidinha pelo palco depois de “Behind the curtins” que nos levou a loucura. Olhando sei que nada foi um sonho, mas sim uma realização que batalhei também para conquistar. E quero lembrar aqui da Dayane, que me vendeu seu ingresso e me ajudou também a realizar esse sonho. Minha linda, ainda não nos encontramos, mas ano que vem estaremos no RiR juntas, pois quero muito te dar um abraço!

Três pessoas que me são exemplos de vida, que compõe a banda que mais amo nesse mundo e através de suas músicas me fazem acreditar em mim mesma, e a nunca me arrepender das minhas escolhas. Isso é 30STM para mim, uma família. E agora, só esperamos que 2015 chegue logo e que possamos nos reencontrar de novo no Rock in Rio.

Pensa que a história acabou? Na na ni na não! Aguarde a parte II que vem muitas histórias ainda pós-show-depressão-Mars. No próximo post vocês saberão como eu, Ju, Pam e Tau quase perdemos os rins, e nossas últimas aventuras em SP! 

Soon!



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6 comentários

  1. Eu nunca vi o show de nenhuma banda ou cantor favorito (todos desconhecidos), mas espero realizar o sonho um dia! Imagino a emoção de ver uma banda que vc ama de pertinho! <3

    Clara
    @clarabsantos
    clarabeatrizsantos.blogspot.com

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  2. Adorei Dai!!! Irei guardar este post para eternizar nossas desventuras em SP! Só não lembro do disco voador kkkkk

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  3. Mas gente eu to aqui ainda matutando o que screver, to jogada no show, pisoteada literalmente. Foi um sonho, foi demis, foi épico, olhando para trás me arrependo de NÃO TER CURTIDO MAIS!. Com medo do próximo post!

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  4. flor que legal compartilhar conosco essa saga pela realização do seu sonho!
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  5. Nossa!!!!! Ri litros com esse post...
    Eeeu adoooooooro O 30 seconds... Jared Lindo,maravilhoso demais!!! Nunca tive a oportunidade de ir em em show bafônico desse, mas quem sabe um dia neh?! Adoreei suas aventuras e amoo demais Closer to the edge tb!!!! *--* Queero sabeer mais.. kkkk Bjokaaas :D

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  6. dormir na fila tudo bem, mas não consigo entender como alguém dorme na fila pra ver Justin Bieber hahaahah
    meu deus, nunca fui à um show de alguém super famoso assim, mas sempre imaginei que fosse algo parecido, mas seu relato me deixou apavorada. não sei se algum dia terei coragem de ir à um show.
    OMG, que gif é esse? kkkkkkkkkkkk
    cade o segundo post??????????????????? quero rir mais! hahaha

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