Resenha: A Queda da Bastilha

by - quinta-feira, novembro 20, 2014

Autora: Leila Krüger
Páginas: 63
Ano: 2012
Editora: Confraria do Vento

"Da Leitura de A Queda da Bastilha ficam algumas conclusões: a primeira é que a poesia brasileira ganha uma nova e exímia autora; a segunda é que é possível, recolhendo elementos cotidianos, transformá-los em poesia falando deste ente tão extraordinário que é o ser humano." (Roberto Schmitt-Prym)






Um dos gêneros que mais aprecio na literatura é a poesia. E foi com empolgação que mergulhei na leitura de “A queda da bastilha” de Leila Krüger. Sempre digo que leituras também são momentos, e poesia deve ser apreciada, lida com calma, degustada, e que maravilha foi conhecer este trabalho. 

Uma das coisas que mais me chamou a atenção é a facilidade com que Krüger tem com as palavras, em juntá-las harmonicamente, uma delicadeza que deixa os versos com uma suavidade nítida. Além dessa habilidade, através de seus poemas somos despertados também para reflexão. 

A identificação com o que ali está escrito ocorre em diversos momentos. Nas entrelinhas de seus versos, a autora descreve tantos sentimentos internos a alma, fazendo-nos sentir a essência de uma obra que espelha de uma forma magnífica a natureza humana e suas distintas pluralidades. 

É uma escrita doce, equilibrada, um sossego que nos desassossega, são poemas tecidos por uma artesã de palavras. As combinações, o jogo de palavras e de momentos, poesias puras que arrastam o eu-lírico para sua realidade, com um toque melancólico e delicado. 

Que delícia foi ler “A queda da bastilha”, um lirismo que nos envolve, nos abraça, e não nos larga mesmo depois da última página virada. A vontade é continuar a ler mais e mais, ou então começar tudo de novo, e beber daquelas palavras novamente. 

É perceptível o grande talento de Krüger para o gênero e também para a escrita. Uma poeta que transforma as palavras em sua matéria-prima para tecer encantos e devaneios sinceros sobre a alma humana e os tantos sentimentos enraizados em nosso viver, que nos libertam e nos aprisionam, que nos ferem e nos dão prazer, nessa constante que é a vida, transformada aqui em poesia.

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1 comentários

  1. não sou muito chegada em poesia, acho que ainda não me encontrei direito no gênero
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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