Resenha: O diário de Anne Frank

by - sábado, março 07, 2015

Autor: Anne Frank
Páginas: 352
Editora: Record

O depoimento da pequena Anne Frank, morta pelos nazistas após passar anos escondida no sótão de uma casa em Amsterdã, ainda hoje emociona leitores no mundo inteiro. Seu diário narra os sentimentos, os medos e as pequenas alegrias de uma menina judia que, como sua família, lutou em vão para sobreviver ao Holocausto.
Lançado em 1947, O diário de Anne Frank tornou-se um dos livros mais lidos do mundo. O relato tocante e impressionante das atrocidades e dos horrores cometidos contra os judeus faz deste livro um precioso documento e uma das obras mais importantes do século XX.


O diário de Anne Frank é um clássico da literatura mundial, o qual acredito que você já deve ter ouvido falar ou até mesmo lido. Eu já o havia lido há nove anos, e dessa vez resolvi relê-lo nesta nova edição da Editora Record. A emoção que senti ao voltar à essas páginas foi a mesma, são relatos que nos fazem pensar e como sempre, nos acrescentam e muito tanto em conhecimento quanto em reflexão.

Através seu diário, Anne nos expõem seus sentimentos e vemos sua luta para sobreviver naquele período sombrio. A edição dos diários sofreram algumas modificações como adequação de linguagem e inserção de anotações, contudo mantendo a autenticidade do mesmo. Sua vericidade já foi comprovada, porém ainda há pessoas que se mantém céticas quanto a isso. Eu, pessoalmente, acredito que mesmo se a obra tiver tido alterações não deixa de trazer a tona os horrores de uma guerra, servindo como documento histórico e também um excelente livro.

A narrativa é monótona, não esqueçamos que este se trata de um diário, então para quem espera grandes ações, ou algo semelhante, certamente não é isso que encontrará. Contudo, conhecer um pouco do que esta menina, sua família e amigos passaram emociona e nos toca completamente. Mesmo sabendo que anos depois ela morreu enclausurada num campo do holocausto, ainda assim em suas passagens não há como não sentir a esperança, e se deixar levar pelos sentimentos de uma garota tão jovem que já vivia sob uma perseguição.

Conseguimos nos sentir próximos a Anne e através de sua escrita viajamos no tempo e colocamo-nos em seu lugar. As várias questões abordadas nos faz refletir tanto sobre esse período como sobre o ser humano em si. Conhecemos uma parte da alma dessa menina, que em palavras buscou o seu refúgio, e não há como não se encantar e até mesmo se identificar em alguns momentos com o que ali estava exposto.

Assim como há nove anos a leitura para mim não foi fácil, não digo pela questão técnica do gênero, mas sim pela profundidade do que tinha em mãos. Senti raiva, amor, ódio, esperança, emoções que oscilavam e se mesclavam ao encontro dessas linhas. Sempre gostei de livros que trazem como pano de fundo de enredo as grandes guerras, já para agregação de conhecimento. Mas por algum motivo este livro tem algo que me faz se emocionar mais, talvez por saber que todas as palavras ali são reais e por tratar mais do sentimento interior de quem viveu isso, da aflição de uma alma em meio a tanto horror de um mundo lá fora. É um livro mais humano.

O Diário de Anne Frank é um livro que acredito que todos devem ler, não só por ser uma das obras mais importantes do século XX, mas também por proporcionar tantas reflexões para o leitor. É um grande clássico, que merece ser lido, porém com calma e tendo consciência do seu gênero. Recomendo esta edição, que está bem trabalhada e contém até mesmo algumas fotos. Se ainda não leu, abra um espacinho na sua lista para ele! 

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1 comentários

  1. é tão duro de acreditar que a história é real! que esse marco doloroso ainda deixa uma ferida em muitos corações, corações de pessoas que sofreram nas mãos dos nazistas ou que tiveram parentes perseguidos, vivendo com medo!
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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